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	<title>Mirada &#187; teatro</title>
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	<description>Festival Ibero-americano de Teatro de Santos</description>
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		<title>Ao público, nosso muito obrigado&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Sep 2010 17:59:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dez dias de programação, 11 países, 18 produções internacionais e 13 nacionais, 60 apresentações em 12 espaços da cidade de Santos,  11.500 ingressos vendidos, 100% de lotação nos espaços fechados e uma estimativa de 20 mil pessoas nos espetáculos de ruas. De fato, o público foi a grande estrela do MIRADA. A cidade de Santos recebeu o Festival com tanto entusiasmo que nem parecia a primeira edição do evento. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2371" title="Publico1" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Publico11.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p>Dez dias de programação, 11 países, 18 produções internacionais e 13 nacionais, 60 apresentações em 12 espaços da cidade de Santos,  11.500 ingressos vendidos, 100% de lotação nos espaços fechados e uma estimativa de 20 mil pessoas nos espetáculos de ruas.</p>
<p>De fato, o público foi a grande estrela do MIRADA. A cidade de Santos recebeu o Festival com tanto entusiasmo que nem parecia a primeira edição do evento. Na foto de cima, plateia do Teatro Coliseu.</p>
<p>O SESC SP só tem a agradecer o imenso carinho com que o público acolheu o Festival e às pessoas que saíram de suas casas &#8211; com chuva e muitas vezes sozinhas &#8211; para desbravar esse grande continente por meio do teatro, além dos países ibéricos. Gente como a professora Amélia Tereza de Gouveia Franco (foto abaixo), que saiu do Gonzaga para assistir sozinha ao espetáculo &#8220;Vida&#8221; (Cia Brasileira de Teatro), no Coliseu.</p>
<p>Dessa forma, a maratona que envolveu cerca de 150 pessoas nos preparativos e na realização do MIRADA ficou muito mais prazerosa. Isso foi possível notar nos rostos e na dedicação de toda a equipe envolvida no Festival: dos curadores e organizadores aos funcionários de várias unidades do SESC, prestadores de serviços e cozinheiros, entre outros.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2362" title="Publico1" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Publico1.jpg" alt="" width="450" height="299" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2363" title="Publico5" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Publico5.jpg" alt="" width="450" height="299" /></p>
<p>Público aguarda entrada no Teatro Coliseu.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-2364" title="Mirada18" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Mirada18-580x385.jpg" alt="" width="580" height="385" /></p>
<p>A imprensa nacional e internacional também abraçou o Festival. Na foto acima, mosaico com reportagens sobre o MIRADA, na Sala de Imprensa montada no SESC Santos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2365" title="Mirada17" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Mirada17.jpg" alt="" width="450" height="299" /></p>
<p>A equipe da cozinha do SESC Santos merece nossos aplausos. O restaurante da unidade era o lugar mais frequentado depois dos espetáculos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2368" title="Mirada13" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Mirada13.jpg" alt="" width="450" height="299" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2369" title="Mirada14" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Mirada14.jpg" alt="" width="450" height="299" /></p>
<p>Desmontagem com equipamento das últimas peças apresentadas no dia 11 de setembro, na unidade do SESC Santos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2370" title="Mirada5" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Mirada5.jpg" alt="" width="450" height="299" /></p>
<p>Epa, alguém tem de avisar ao pessoal aí da fila que o MIRADA acabou. Por enquanto.</p>
<p>Espetáculos apresentados nesta primeira edição:</p>
<p>• Argentina &#8211; El Desarollo de la Civilización Venidera (Daniel Veronese)  / Espía a una Mujer que se Mata (Daniel Veronese) / La Omisión de la  Familia Coleman (Claudio Tolcachir-Timbre 4) / Lote 77 (Marcelo Mininno)  / Mujeres Terribles (Lía Jelin) / Nada del Amor me Produce Envidia  (Diego Lerman) / Todos los Grandes Gobiernos Han Evitado el Teatro  Intimo (Daniel Veronese)<br />
• Bolívia &#8211; La Odisea (Teatro de los Andes)<br />
• Brasil &#8211; Arrumadinho (Trupe Olho da Rua &#8211; SP) / Espoleta (Banda Mirim &#8211;  SP) / Este Lado para Cima (Brava Companhia &#8211; SP) / Filhotes da Amazônia  (Cia. Pia Fraus &#8211; SP) / Gigantes pela Própria Natureza (Cia. de  Mystérios e Novidades &#8211; RJ) / In On It (Enrique Diaz &#8211; RJ) / Amargo  Santo da Purificação (Oi Nóis aqui Traveiz &#8211; RS) / O Cabra que Matou as  Cabras (Cia. de Teatro Nu Escuro &#8211; GO) / O Idiota – Uma novela Teatral  (Mundana Companhia &#8211; SP) / O Mundo tá Virado (Grupo Imbuaça &#8211; SE) /  Policarpo Quaresma (Centro de Pesquisa Teatral /SESC &#8211; SP) / Savana  Glacial (Grupo Físico de Teatro &#8211; RJ) / Vida (Cia. Brasileira de Teatro &#8211;  PR)<br />
• Chile &#8211; Fiesta (Trinidad Gonzáles)<br />
• Colômbia &#8211; Los Santos Inocentes (Mapa Teatro)<br />
• Equador &#8211; La Razón Blindada (Grupo Malayerba)<br />
• Espanha &#8211; El Foc del Mar (Xarxa Teatre) / Urtain (Animalario)<br />
• México &#8211; De Monstruos y Prodigios: la historia de los Castrati (Teatro de Ciertos Habitantes)<br />
• Peru &#8211; Hecho en el Perú, Vitrinas para un Museo de la Memoria (Grupo Cultural Yuyachkani)<br />
• Portugal &#8211; Jerusalém (O Bando)<br />
• Uruguai &#8211; Mi Muñequita (Cia. Complot)<br />
• Venezuela &#8211; Passport (Gustavo Ott)</p>
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		<title>Aplaudida em cena aberta</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Sep 2010 20:05:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A atriz argentina María Merlino (fotos) arrancou suspiros e aplausos em cena aberta durante a apresentação do monólogo "Nada del Amor me Produce Envidia", ontem, no fosso do Teatro do SESC Santos - além de gritos de "bravo" no final. Apesar de ser um melodrama musical - com direção de Diego Lerman -, a atriz imprimiu presença elegante e fez uma interpretação delicada do texto de Santiago Loza.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2339" title="Envidia3" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Envidia3.jpg" alt="" width="520" height="346" /></p>
<p>A atriz argentina María Merlino (fotos) arrancou suspiros durante a apresentação do monólogo &#8220;Nada del Amor me Produce Envidia&#8221;, ontem, no fosso do Teatro do SESC Santos, e gritos de &#8220;bravo&#8221; no final. Apesar de ser um melodrama musical &#8211; com direção de Diego Lerman -, a atriz conseguiu imprimir presença elegante e interpretação delicada ao texto de Santiago Loza.</p>
<p>María representa uma costureira que narra sua tragédia pessoal quando se vê no meio de uma disputa entre Evita Perón e Libertad Lamarque &#8211; as mulheres mais importantes da Argentina na década de 30 &#8211; pelo mesmo vestido. A atriz foi aplaudida em cena aberta após os números musicais em que canta ao vivo.</p>
<p>O espetáculo teve duas apresentações no MIRADA &#8211; nos dias 9 e 10 de setembro. Neste caso, o extraordinário se repetiu.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2340" title="Envidia1web" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Envidia1web.jpg" alt="" width="375" height="565" /></p>
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		<title>O público fala</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Sep 2010 19:24:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[No dia em que se completa mais um ano do atentado às Torres Gêmeas de Nova York, o teatro promove o entendimento e o reconhecimento das diferenças no MIRADA, que se encerra hoje, às 21h30, com nova apresentação de "La Odisea", do grupo Teatro de Los Andes, da Bolívia. Leia comentários do público sobre a peça que melhor simboliza o intercâmbio entre culturas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2322" title="DSC_1387" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/DSC_1387.jpg" alt="" width="450" height="299" /></p>
<p>No dia em que se completa mais um ano do atentado às Torres Gêmeas de Nova York, o teatro promove o entendimento e o reconhecimento das diferenças no MIRADA, que se encerra hoje, às 21h30, com nova apresentação de &#8220;La Odisea&#8221;, do grupo Teatro de Los Andes, da Bolívia.</p>
<p>Uma das peças que melhor simboliza o intercâmbio entre culturas &#8211; há atores advindos do Brasil e Itália e o diretor &#8211; César Brie &#8211; é argentino radicado na Bolívia &#8211; &#8220;La Odisea&#8221; atualiza o clássico &#8220;A Odisseia&#8221;, de Homero, ao aproximar os emigrantes latino-americanos do herói Ulisses.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2330" title="Odisea2" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Odisea21.jpg" alt="" width="450" height="299" /></p>
<p>O espetáculo ganhou dois comentários do público, postados neste site e reproduzidos logo abaixo:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2326" title="Odisea1" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Odisea1.jpg" alt="" width="450" height="299" /></p>
<p><em>&#8220;Quede muy bien inpresionado con esta escuela Latinoamericana  contemporanea de teatro, principalmente por que en su magnifica  interpretacion dieron una muestra objetiva de las fustraciones por la  que atraviesa Bolivia asimetricamente con los hermanos del continente. Fue singular la demostracion y dicotomia entre la debastacion de  principios y la lucha para sobrevivir con el nefasto capitalismo  neoliberal y su consequente violencia, corrupcion y el apelo del  alcoolismo para aliviar el estres que todavia enpeora su imigracion en  busca de mejor vida. Hojala se repitan estas presentaciones por el  continente, asi buscar nuestra aglutinacion e independencia. Apelo a MIRADA para repetir una nueva presentación en Santos, SP</em>&#8220;, Walter León</p>
<p><em>&#8220;Hola! Buenas tardes!! Quiero a travez de esta Felicitar a todo el grupo da magnifica apresentación de “La Odisea” que tube el privilegio de assistir anoche, quede encantada y muy emocionada! Vivo aqui en Santos, SP, Brasil, a 38 años y es muy raras veces que podemos ver una programación Latina! Espero que no sea a primera vez e voltem sempre! Deseo muchos triunfos e victorias en ese trayecto de apresentaciones! Abrazo cariñoso e mas una vez Parabens!!!&#8221;</em>, Antonieta Roman</p>
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		<title>Si me permiten hablar</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Sep 2010 16:03:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Durante todos os dias e noites do MIRADA, uma senhora ruiva, de olhos azuis, pequenina e inquieta (tanto que a foto saiu um pouco fora de foco) circulou alegremente por todos os espaços e atrações do Festival. Ela falou e hablou muito. Durante os debates, ela apresentava a mesa sempre de maneira informal e divertida. É Isabel Ortega, organizadora de eventos que visam o entendimento cultural.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2376" title="DSC_1310" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/DSC_1310.jpg" alt="" width="450" height="299" /></p>
<p>Durante todos os dias e noites do MIRADA, uma senhora ruiva, de olhos azuis, pequenina e inquieta (tanto que essa foto saiu um pouco fora de foco) circulou alegremente por todos os espaços e atrações do Festival. Ela falou e hablou muito. Durante os debates, era ela quem apresentava a mesa, sempre de maneira informal e divertida.</p>
<p>Isabel Ortega, atriz, diretora teatral, cantora lírica e organizadora de eventos que visam o entendimento cultural, faz parte da curadoria do MIRADA – ao lado de Danilo Santos de Miranda (sociólogo e diretor regional do SESC SP); Ramiro Osório (diretor do Festival Internacional de Sevilha); e Pepe Bablé (diretor do Festival Ibero-americano de Teatro de Cádiz).</p>
<p>Nascida em São José do Rio Preto (SP), morou na Capital – onde integrou o Grupo Macunaíma de Teatro, de Antunes Filho –, em Londres e hoje mora em Cádiz, na Espanha.</p>
<p>“Sou filha de imigrantes espanhóis. Vivi dentro da nostalgia, com pais que amavam sua terra e estavam aqui”, disse Isabel ao blog, em entrevista que concedeu no dia 7 de setembro, entre um espetáculo e outro. Conheça um pouco dessa personagem sem papas na língua:</p>
<p style="text-align: center;">
<p><strong>Blog do MIRADA &#8211; Como começou seu envolvimento com teatro?</strong><br />
<strong>Isabel Ortega -</strong> Em 1975 eu ganhei o Prêmio Governador do Estado como atriz revelação. Eu nem sabia que a moça de quem eles falavam era eu (ri), que estava sentada, com os pés para cima, bem hippie. Começaram a falar muito bem de uma atriz transformista que fazia personagem masculino, eu olhei para um cara que estava do meu lado e falei “não vou embora agora não, quero conhecer essa atriz”. De repente, me chamam (ri). Eu fui sem sapato mesmo.</p>
<p><strong>Qual era a peça?</strong><br />
“A Exceção e a Regra”, de (Bertolt) Brecht, com direção de José  Eduardo Vendramini.</p>
<p><strong>E o que aconteceu após o prêmio?</strong><br />
Ganhei uma bolsa para estudar teatro, mas e eu não quis porque fiquei muito assustada. Foi por pura intuição que me tornei atriz. Eu tinha os meus 20 e poucos anos. Primeiro, fui fazer teatro em um salão de igreja em (São José do) Rio Preto. Eu morava lá. Na verdade, usei a bolsa para estudar piano e canto. Eu cheguei a cantar em ópera. Fiz recitais na Espanha e em São Paulo.</p>
<p><strong>Como o Festival está sendo recebido?</strong><br />
O que mais me surpreende no Brasil é a segurança das pessoas. Estou acostumada com o festival de Cádiz, que existe há 25 anos. Nas primeiras edições, não havia esse interesse que há aqui. Ainda havia uma dúvida, uma insegurança em relação ao festival. Aqui, senti o contrário. Todo mundo é seguro. Acho que o brasileiro é muito cara-de-pau (ri), mas não vejo isso como um problema. Acho uma ingenuidade bonita. Uma coisa de criança grande, de “vamos brincar, mas brincar de verdade?”.</p>
<p><strong>O que você tem a dizer sobre a organização?</strong><br />
A organização está disciplinada, firme, e quando os convidados, os artistas e o público dão de cara com essa segurança, todos se interessam profundamente pelo que essa segurança passa. Acho interessante a presença do Danilo (Santos de Miranda, diretor regional do SESC SP). Tem gente que diz, “nossa, o chefe está aqui na atividade, participando com bonezinho” ou “não é o diretor comendo naquele canto?”. Isso cria um ambiente de que somos todos iguais, de que ninguém é mais importante ou menos. Somos importantes.</p>
<p><strong>Isso não costuma acontecer em outros festivais no Exterior?</strong><br />
Normalmente acontece outro tipo de relação. É mais hierárquica. Os organizadores não circulam como os daqui. Eu circulo, não precisa nem me convidar (ri).</p>
<p><strong>Por que um festival de teatro para promover a integração ibero-americana? </strong><br />
Entre os curadores existe um consenso de que temos de plantar as sementes acumuladas ao longo de nossas vidas. O Festival, mais do que esse mercado, essa vitrine para se vender espetáculo, deve promover o intercâmbio e o entendimento entre as culturas. Eu participo também de um evento na Espanha chamado Diálogo de Culturas, que reúne artistas do Ocidente e do Oriente. Faz dois anos, tive a experiência de ver o debate entre um cineasta de Israel e um cara palestino. Tenho muita admiração pelo trabalho do SESC. Desejo que o SESC seja reconhecido internacionalmente e que outros países o copiem para facilitar o diálogo entre as pessoas, viabilizar o entendimento.</p>
<p><strong>Qual o maior empecilho para o Brasil se integrar culturalmente à América Latina?</strong><br />
A diferença de idioma. Falar o idioma do nosso vizinho é o mínimo que podemos fazer.</p>
<p><strong>Isso representou um problema durante o Festival?</strong><br />
Sim, tivemos de encontrar mecanismos para viabilizar o entendimento de ambas as partes. Isso de haver a tradução do português para o espanhol nos debates também tem de se fazer com as obras. Eu tive muita dificuldade de explicar aos convidados que não falam português o que se passava com os espetáculos brasileiros. O tempo inteiro eu fui traduzindo, quando o que eu queria era que eles se apaixonassem junto, no momento em que o texto é falado.<br />
<strong><br />
A equipe toda do SESC Santos foi preparada para esse intercâmbio?</strong><br />
Aqui no SESC, nos últimos três meses, falávamos todos os dias um pouco de espanhol. Desde a secretária ao cara que cuida dos carros. Somos os únicos deste continente que não falamos o idioma, por isso não dialogamos com Argentina, Paraguai, Uruguai. Por sinal, eu faço um evento internacional de mulheres escritoras que vai para o quarto ano em São Paulo e Rio Preto. Ano que vem faço também Brasília. Na última edição, eu trouxe 15 escritoras internacionais. Uma escritora do Peru, Gloria Dávila Espinoza, fez uma leitura em Quechua, idioma da sua tribo. Nisso, uma escritora do Paraguai, uma jornalista, fica de pé e fala uma poesia em tupi-guarani, e outra escritora, a escritora brasileira (e ativista indígena) Eliane Potiguara, fala em idioma da tribo dela. Todo mundo chorou, pois todo mundo entendeu o tom, a intenção. Eu me senti envergonhada por ser brasileira e não saber falar tupi-guarani.</p>
<p><strong>Por que não há nenhuma peça do Paraguai?</strong><br />
Ainda temos a obrigação de convidar o Paraguai, exatamente por causa da guerra (1864-1870, da Tríplice Aliança &#8211; Brasil, Argentina e Urugai &#8211; contra o Paraguai). Tenho amigas que escrevem que são paraguaias. Uma delas falou no SESC Vila Mariana e quando lhe perguntaram como são os homens de lá, ela respondeu que são frágeis, que dão muito trabalho, que são meninos grandes, tanto como maridos quanto como filhos e pais. Como não havia tantos homens após a guerra, as mulheres transavam entre famílias. Os homens de lá ainda são vistos como relíquia e elas têm de se desapegar disso. Acho que a nossa prioridade tem de ser o Paraguai na próxima edição. Se não houver um espetáculo bom, podemos trazer diretores, dramaturgos.</p>
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		<title>Família disfuncional</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Sep 2010 21:37:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Além do uruguaio "Mi Muñequita", o espetáculo argentino "La Omisión de la Familia Coleman", do grupo Teatro Timbre 4, também aborda as relações dentro de uma família disfuncional. Apresentado dias 7 e 8 de setembro, no Teatro Coliseu - com plateia montada no palco, criando um ambiente intimista. Com texto e direção de Claudio Tolcachir, a peça está em cartaz desde 2005, com o mesmo elenco.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="https://www.youtube.com/v/8nmKHrr1AB0?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="https://www.youtube.com/v/8nmKHrr1AB0?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>Além do uruguaio &#8221;Mi Muñequita&#8221; (leia post anterior), o espetáculo argentino &#8220;La Omisión de la Familia Coleman&#8221;, do grupo Teatro Timbre 4, também aborda as relações dentro de uma família disfuncional. Apresentado dias 7 e 8 de setembro, no Teatro Coliseu - com plateia montada no palco, criando um ambiente intimista.</p>
<p>Com texto e direção de Claudio Tolcachir, a peça está em cartaz desde 2005, com o mesmo elenco, o que se nota nas atuações bastante convincentes e no encadeamento entre os climas tensos e descontraídos.</p>
<p>A história narra a fragmentação de uma família formada por uma mãe e quatro filhos. À primeira vista, as relações estão em crise por conta das dificuldades financeiras.</p>
<p>Depois, são agravadas com a morte da matriarca. Porém, a sequência de omissões de vários membros da família &#8211; especialmente dos adultos &#8211; diante das dificuldades revela que a tragédia não é circunstancial, mas vem de matrizes muito mais profundas.</p>
<p><a href="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Coleman.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2286" title="Coleman" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Coleman.jpg" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
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		<title>Mulheres da literatura</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 19:10:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O período que esta peça dirigida por Lía Jelín abarca vai de 1967 a 1972 e aborda a relação entre as escritoras argentinas Alejandra Pizarnik (Noemí Frenkel) e Silvina Ocampo (Marta Bianchi), que apesar de classes sociais e gerações diferentes se admiravam muito. A relação entre as duas teve um violento ponto final, com o suicídio de Alejandra em 1972. O espetáculo trouxe ao público do MIRADA a efervescência política e intelectual da Argentina pré-ditadura. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="https://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="https://www.youtube.com/v/Mql190XrZJQ?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="https://www.youtube.com/v/Mql190XrZJQ?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O período que esta peça dirigida por Lía Jelín abarca vai de 1967 a 1972 e aborda a relação entre as escritoras argentinas Alejandra Pizarnik (Noemí Frenkel) e Silvina Ocampo (Marta Bianchi), que apesar de classes sociais e gerações diferentes se admiravam muito. A relação entre as duas teve um violento ponto final, com o suicídio de Alejandra em 1972, aos 36 anos.</p>
<p>Apresentado nos dias 4 e 5 de setembro, no Teatro Guarany, o espetáculo trouxe ao público do MIRADA a efervescência política e intelectual da Argentina poucos anos antes do golpe militar de 1976, e conquistou o público com a ótima atuação da dupla de atrizes.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2240" title="Mujeres" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Mujeres1-300x199.jpg" alt="" width="348" height="230" /></p>
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		<title>Documentário &#8220;O Idiota &#8211; Ensaios no Abismo&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 05:23:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Os processos de criação da montagem "O Idiota - uma Novela Teatral" foram documentados pela Gerência de Audiovisual do SESC SP e transformados no documentário "O Idiota - Ensaios no Abismo", que será exibido nesta quinta-feira (09/09), às 18h, no SESC Santos. A entrada é franca.Com meia hora de duração, o registro apresenta recortes dos ensaios abertos realizados em oito unidades do SESC, pelo Interior de São Paulo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2229" title="DSC_1343" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/DSC_1343.jpg" alt="" width="303" height="491" /></p>
<p style="text-align: left;">Os processos de criação da montagem &#8220;O Idiota &#8211; uma Novela Teatral&#8221; foram documentados pela Gerência de Audiovisual do SESC SP e transformados no documentário &#8220;O Idiota &#8211; Ensaios no Abismo&#8221;, que será exibido nesta quinta-feira (09/09), às 18h, no SESC Santos. A entrada é franca.</p>
<p style="text-align: left;">Com meia hora de duração, o registro apresenta recortes dos ensaios abertos  em oito unidades do SESC, pelo Interior de São Paulo, que incluíram debates com o público &#8211; anteriores à estreia no SESC Pompeia, em março deste ano, em São Paulo.</p>
<p style="text-align: left;">Dirigido por Cibele Forjaz (acima) e realizado pela mundana companhia &#8211; em processo colaborativo com a Cia São Jorge de Variedades e o Teatro da Vertigem &#8211; o espetáculo &#8220;O Idiota &#8211; uma Novela Teatral&#8221; é dividido em três partes que somam sete horas  de duração &#8211; e que serão novamente apresentadas no MIRADA, entre esta quinta-feira e sábado, no Galpão  do Porto –  Armazém VII A (Av. Cândido Gafree, s/n – Paquetá).</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-2230 aligncenter" title="festivalmirada_santos2010_f_022" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/festivalmirada_santos2010_f_022-300x156.jpg" alt="" width="405" height="211" /></p>
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		<title>Mestres não escrevem</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 23:35:07 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[O lançamento do livro "Hierofania - O Teatro Segundo Antunes Filho", de Sebastião Milaré, na noite de segunda-feira (06/09), no SESC SANTOS, contou com a presença do autor, do diretor do Centro de Pesquisa Teatral do SESC (CPT) Antunes Filho, da atriz Giulia Gam e do diretor regional do SESC SP, Danilo Santos de Miranda. "Este livro era o sonho da minha vida. Um projeto que carreguei por muitos anos. Não como uma cruz, mas como um sonho mesmo", disse Milaré. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2075" title="Antunes10" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Antunes10.jpg" alt="" width="450" height="299" /></p>
<p>Chamada para o lançamento do livro &#8220;Hierofania &#8211; O Teatro Segundo Antunes Filho&#8221;, de Sebastião Milaré, na noite de segunda-feira (06/09), no SESC SANTOS, com a presença do autor, do diretor do Centro de Pesquisa Teatral do SESC (CPT) Antunes Filho, da atriz Giulia Gam e do diretor regional do SESC SP, Danilo Santos de Miranda.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2077" title="Antunes9" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Antunes9.jpg" alt="" width="450" height="299" /></p>
<p>Capa do livro que tem apresentação de Miranda e da crítica teatral Mariângela Alves de Lima, e reúne material reunido durante 10 anos sobre o método de trabalho de Antunes Filho, além de reflexões.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2078" title="Antunes8" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Antunes81.jpg" alt="" width="450" height="641" /></p>
<p>&#8220;Milaré sempre foi muito atento e gentil nesses anos que acompanhou o meu trabalho no CPT&#8221;, elogiou Antunes Filho, que veio direto de São Paulo para o lançamento em Santos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2079" title="Antunes5" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Antunes5.jpg" alt="" width="450" height="299" /></p>
<p>Antunes ladeado por Miranda (esq.) e Milaré. &#8220;Este livro era o sonho da minha vida. Um projeto que carreguei por muitos anos. Não como uma cruz, mas como um sonho mesmo&#8221;, disse Milaré. &#8220;Foi um privilégio acompanhar o método de Antunes e ser um interlocutor de um trabalho que beneficia o teatro brasileiro e o teatro como um todo.&#8221;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2080" title="Antunes2" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Antunes2.jpg" alt="" width="430" height="285" /></p>
<p>Giulia Gam, que está na capa do livro de Milaré e começou a carreira com Antunes, aos 15 anos, na peça “Romeu e Julieta”, em 1984. Para a atriz, &#8220;Hierofania&#8221; simboliza uma visão indiana de que quem escreve são os discípulos, não os mestres, pois estes estão ocupados com a prática de suas ideias. &#8220;Como Antunes, que nunca racionalizou sobre seu trabalho. Então, Milaré fez isso por ele&#8221;, disse a atriz.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2081" title="Antunes1" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Antunes1.jpg" alt="" width="402" height="268" /></p>
<p>Público acompanha o lançamento.</p>
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		<title>Viver deve ser um ato poético</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Sep 2010 05:25:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O ator espanhol Roberto Álamo parece não fazer ideia do quanto sua aparência impressiona. No palco ou fora dele, seu quase um metro e noventa e seu físico trabalhado não passam despercebidos, mas ele não se importa com isso. Apaixonado pelo que faz, o ator se realiza também escrevendo poesia e tirando fotografias, paixão descoberta em 2005, com um aparelho celular, até passar para uma cyber-shot e desta para uma câmera profissional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1965 aligncenter" title="RobertoAlamo-Urtain4web" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/RobertoAlamo-Urtain4web1.jpg" alt="" width="450" height="676" /></p>
<p>O ator espanhol Roberto Álamo parece não fazer ideia do quanto sua aparência impressiona. No palco ou fora dele, seu quase um metro e noventa e seu físico trabalhado não passam despercebidos, mas ele não se importa com isso.</p>
<p>Apaixonado pelo que faz, o ator se realiza também escrevendo poesia e tirando fotografias, paixão descoberta em 2005, com um aparelho celular, até passar para uma cyber-shot e desta para uma câmera profissional e, finalmente, para uma “supercâmera”.</p>
<p>Simpático, o ator falou ao blog do MIRADA sobre seu personagem na peça “Urtaín”, da Companhia Animalario – que fez parte da programação do Festival na sexta e no sábado e refaz a trajetória do boxeador José Manuel Ibar, conhecido como Urtaín, transformado em ícone da ditadura de Franco – e o novo filme de Pedro Almodóvar, “La Piel que Habito” (do espanhol, “A Pele que Habito”, em tradução literal).</p>
<p>Em seu currículo, somam 10 filmes, mas Álamo (ou Rober, para os amigos), diz preferir o teatro. Leia a entrevista que o ator concedeu na tarde de sábado (04/09), na piscina do hotel em que está hospedado, acompanhado de sua mulher e musa, Diana – “a melhor doutora em psicologia infantil da Colômbia”, em elogio suspeitíssimo de Rober – e pelo diretor de “Urtaín”, Andrés Lima:</p>
<p><strong>Blog do MIRADA &#8211; Há quanto tempo vem se dedicando à fotografia?</strong></p>
<p><strong>Roberto Álamo </strong>-<strong> </strong>Faz cinco anos. Porque eu tenho uma visão poética da vida. Sinto-me como um menino inquieto que quer seguir contando coisas. Fotografia, escrever poesia, desenhar, fazer música, tudo isso é uma forma de engrandecer a visão poética da vida. Primeiro, eu escrevo poesia, mas não é suficiente. Então, faz cinco anos, comecei a fotografar com o celular. Uma noite, em Madri, conheci o fotógrafo mais famoso da Espanha, que tem uma aparência muito peculiar, com um topete (Rober não quis revelar o nome, por isso, se alguém que está lendo este post descobrir, ganha o crédito da informação). Eu cheguei nele e disse que fazia fotos. Ele já tinha bebido um pouco e pediu para ver o celular e falou “Cabrón, tu tienes mirada” e me falou para comprar uma câmera. No dia seguinte, eu comprei uma compacta, uma cyber shot. Fiquei um ano tirando fotos com ela. Voltei a encontrar este homem e mostrei-lhe a câmera. Ele continuou gostando das fotos, mas me disse para comprar uma câmera maior. No dia seguinte, saí e comprei uma maior, uma Sony. Um ano depois, essa câmera ficou pequena, pois eu tinha de lutar muito com a luz. Faz seis meses eu comprei uma supercâmera, muito cara, mas vale a pena porque a luz agora é minha aliada.</p>
<p><strong>Para você, o que vem antes? O teatro ou a poesia?</strong></p>
<p>A poesia engloba tudo. É uma forma de me tornar um ser humano melhor. Viver deve ser um ato poético. E o meu trabalho, no caso, o teatro, está dentro disso. Primeiro tenho de buscar a beleza da vida. E eu sempre penso que buscar a beleza da vida é viver mais e melhor e fazer a todos que estão em volta viverem mais e melhor. Na Espanha tem um ditado popular “eu quero para meus filhos o que eu não tive”. Eu não gosto dessa frase. Minha visão poética me obriga a dizer “eu quero que todos os meninos tenham o que eu não tive aqui, na Espanha, na Bulgária, na Austrália, na África, onde quer que seja não importa”. É uma visão mais universal. Eu não ganho dinheiro com poesia, ganho dinheiro sendo ator. Quando escrevo poesia eu coloco na minha página (www.lasfotosderobertoalamo.blogspot.com), assim como minhas fotos, pois eu penso que se algum menino, jovem ou adulto na China ou na Austrália parar em minha página, isso me fará feliz.</p>
<p><strong>Você tem tirado muitas fotos em Santos?</strong></p>
<p>Não trouxe a câmera para Santos. Ela é muito grande e pesada. E como são apenas quatro dias&#8230;Eu trouxe o celular, mas não tem mais graça.</p>
<p><strong>É sua primeira vez no Brasil?</strong><br />
Já estive na Bahia. Foram dois meses em Itaparica, em 2003. Mas naquela época eu não fazia fotos.</p>
<p><strong>Por que começou a fotografar?</strong></p>
<p>Mais do que a fotografia, o que me fascina é o ser humano. E a fotografia é uma forma a mais de registrar situações. Fiz uma foto, por exemplo, de um pai dormindo com seu filho (foto abaixo), na verdade, meu cunhado e meu sobrinho. Eles estavam dormindo às quatro da tarde, depois de comer. Quando vejo isso eu não consigo evitar registrar. Não posso atrapalhar, tenho de tirar fotos em silêncio. Eu, como ator não poderia fazer nada naquele momento.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1966 aligncenter" title="FotoRobertoAlamo1" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/FotoRobertoAlamo1.jpg" alt="" width="400" height="268" /></p>
<p><strong>Em seu blog há uma sequência de fotos muito bonita em que você registrou um beijo em um barco.</strong></p>
<p>Foi em um barco argentino no Rio Tigre. O casal estava na minha frente. Era um momento de verdade, era a fantasia da família, uma mãe e um pai que seguravam seus filhos e se olhavam com tanto amor, isso durante toda a viagem. Quando eu percebi que iam se beijar, registrei cada instante até o beijo (abaixo, uma das fotos).</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1967 aligncenter" title="FotoRobertoAlamo2" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/FotoRobertoAlamo2.jpg" alt="" width="300" height="400" /></p>
<p><strong>Você tem dado muitas entrevistas depois que estreou “Urtaín”. É culpa do personagem?</strong></p>
<p>Antes de “Urtaín”, não dava nada de entrevistas. Foi depois que começou. Mas isso é devido também à obra, que tem comovido e tocado muito o espectador.</p>
<p><em>(Neste momento, o diretor Andrés Lima fala)</em></p>
<p><strong>Andrés Lima -</strong> Mas Urtaín tem muita responsabilidade nisso. É um personagem histórico e que foi carismático em seu momento. Ele representava uma imagem que muitos espanhóis precisavam crer. Por seu suicídio, ele criou toda uma corrente de reflexão e vergonha.</p>
<p><strong>Ele foi renegado?</strong></p>
<p><strong>Andrés Lima &#8211; </strong>Passou a ser um monstro. A televisão o mostrava como um típico personagem alcoolizado, simples, um perdedor. Mas esse foi o papel que Urtaín desempenhou em seu momento bufão. Urtaín foi sepultado, mas o espetáculo demonstra que não foi esquecido. Quando fomos fazer a investigação no País Basco sobre a vida do boxeador, fomos conhecer sua família, seus filhos, o povo, e percebemos que as pessoas sentiam vergonha deles mesmos, porque um homem que se suicida questiona a todos em seu entorno. Foi um homem que ganhou um campeonato da Europa que estava comprado. Toda essa gente que confiou se sente envergonhada de si mesma por ter confiado. É como os alemães diante do fenômeno nazista. Hitler não se fez sozinho. Há toda uma vergonha por este estado de transe, loucura. Urtaín foi necessário no momento em que a Espanha precisava se projetar fora da Espanha. Como aconteceu com outras figuras do esporte, como Pelé, Maradona.</p>
<p><strong>Roberto Álamo &#8211; </strong>Se conseguirmos que um espectador saia do teatro pensando “isto não se faz com um ser humano&#8221;, terá valido muito a pena.</p>
<p><strong>Como surgiu o convite para você atuar em um filme de Almodóvar?</strong></p>
<p>Almodóvar foi ver “Urtaín”. Sua assistente me ligou de Los Angeles, onde ele fora apresentar o Oscar com Quentin Tarantino, e me disse que soube que “Urtaín” ia muito bem de crítica e público. Estávamos em cartaz em Madri. Dez dias depois, ele foi ao teatro nos assistir e então me ligou pessoalmente para me convidar para fazer o filme.</p>
<p><strong>Como é seu personagem?</strong></p>
<p>É um delinquente louco, agressivo, perigoso e brasileiro. Ele fala espanhol, com um ligeiro acento brasileiro (o filme é baseado no romance &#8220;Tarântula&#8221;, do francês Thierry Jonquet).</p>
<p><strong>É um filme de terror?</strong></p>
<p>É um terror emocional, mais suave, um thriller. Não sei muito do filme porque até agora gravei apenas um dia.</p>
<p><strong>Você está consciente de que poderá se tornar um galã com esse filme de Almodóvar?</strong></p>
<p>Não tenho o tipo físico para isso. Prefiro ser algo mais raro. Estou com 40 anos, eu tenho minha vida, que seguirá seu curso normal.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1968" title="RobertoAlamo-Urtain3web" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/RobertoAlamo-Urtain3web.jpg" alt="" width="450" height="677" /></p>
<p>Será?</p>
<p><strong>Texto e fotos: Carlota Cafiero</strong></p>
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		<title>Quem são os bárbaros?</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 15:47:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“De Monstruos y Prodigios – La História de los Castrati” repassa também outros mitos – entre eles, o centauro – e a história do próprio teatro, mesclando o cômico ao dramático, para revelar os absurdos e barbáries cometidos por sociedades ditas civilizadas.“De Monstruos y Prodigios – La História de los Castrati” - que será reapresentado hoje, às 21h30, no Teatro do SESC SANTOS - repassa também outros mitos e a história do próprio teatro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1940" title="DSC_0831" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/DSC_0831.jpg" alt="" width="500" height="365" /></p>
<p>A companhia mexicana Teatro de Ciertos Habitantes surpreendeu o público que foi à abertura do MIRADA com um espetáculo que viaja por três séculos na história dos castrati, cantores líricos que sofriam mutilação no sexo ainda crianças para que suas laringes não se desenvolvessem.</p>
<p>“De Monstruos y Prodigios – La História de los Castrati” &#8211; que será reapresentado hoje (confira serviço abaixo) &#8211; repassa também outros mitos e a história do próprio teatro. A narração é feita um centauro e por gêmeos siameses,  que revelam os absurdos e barbáries cometidos por sociedades ditas civilizadas e mostram que a evolução da espécie humana nem sempre significa evolução cultural.</p>
<p>Entre outras surpresas, o espetáculo leva um cavalo de verdade à cena e proporciona momentos belíssimos quando Javier Medina &#8211; que interpreta um castrati &#8211; canta com voz de registro soprano (leia post anterior) e momentos de comédia rasgada, muitas vezes com os atores &#8220;quebrando&#8221; a chamada quarta parede entre palco e plateia.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-1941" title="DSC_0839" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/DSC_0839-300x223.jpg" alt="" width="347" height="257" /></p>
<p>“Tenho vontade de ver todos os espetáculos, de preferência os da língua espanhola. Achei o espetáculo (‘De Monstruos&#8230;’) dramático, mas ao mesmo tempo divertido. O trabalho de ator é fantástico”, comentou a atriz Cícera Carmo (foto acima)</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-1942" title="DSC_0840" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/DSC_0840-300x199.jpg" alt="" width="344" height="227" /></p>
<p>“Em termos de artes cênicas, foi diferente de tudo o que eu vi. O  Festival começou muito bem e vou acompanhar o máximo de espetáculos que  eu puder”, disse a contadora Marta Melo, ao lado da filha.</p>
<p><strong>:: serviço<br />
</strong><strong>dia 3 de setembro<br />
</strong>sexta | 21h30 • <strong>Teatro Sesc Santos<br />
</strong>duração: <strong>1h45<br />
</strong>classificação indicativa: <strong>16 anos<br />
legenda em português</strong></p>
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