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	<title>Mirada &#187; nunes</title>
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	<description>Festival Ibero-americano de Teatro de Santos</description>
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		<title>Santos iconoclastas</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 18:16:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Mirada]]></category>
		<category><![CDATA[celso martinez]]></category>
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		<description><![CDATA[O título deste post é contraditório. Afinal, iconoclasmo tem um sentido totalmente inverso da ideia de santidade: do grego, "eikon" quer dizer imagem, e  "klasmos",  ação de quebrar. Mas a mesa de discussão realizada na manhã desta quarta-feira - em pleno feriado religioso em Santos - foi tão iconoclasta, no sentido de dessacralizar "as colunas de sustentação do teatro ocidental", segundo Amir Haddad, que seguiremos nesse tom provocador.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2182" title="DSC_1355" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/DSC_13551.jpg" alt="" width="500" height="497" /></p>
<p>O título deste post é contraditório. Afinal, iconoclasmo tem um sentido totalmente inverso da ideia de santidade: do grego, &#8220;eikon&#8221; quer dizer imagem, e <em> </em>&#8220;klasmos&#8221;, <em> </em>ação de quebrar. Mas como a mesa de discussão realizada na manhã desta quarta-feira &#8211; em pleno feriado religioso em Santos &#8211; foi extremamente iconoclasta, no sentido de dessacralizar &#8220;as colunas de sustentação do teatro ocidental&#8221; (nas palavras do pensador e realizador teatral Amir Haddad), vamos seguir neste tom provocador.</p>
<p>Mediada pelo diretor teatral Celso Nunes (foto acima), a mesa batizada de Processos de Criação em Teatro no Brasil foi composta por Amir Haddad (diretor do grupo Tá na Rua), Cibele Forjaz (da Companhia Livre e diretora de &#8220;O Idiota&#8221;), Antônio Araújo (diretor do Teatro da Vertigem) e da pesquisadora Neyde Veneziano &#8211; &#8220;uma mesa de campeões, pois somos abnegados, chatos, inusitados e gostamos do que fazemos&#8221;, defendeu Nunes.</p>
<p>De fato, foi um dos encontros mais provocadores e estimulantes dentro das atividades formativas do MIRADA, pois mais do que revelar processos de criação, os convidados falaram sobre a construção de um novo modo de fazer e viver o teatro no Brasil,  a partir da &#8220;devoração&#8221; dos clássicos (segundo Cibele Forjaz) e também bebendo nas fontes da tradição &#8211; entenda-se, aqui, da ancestralidade (na visão de Haddad) &#8211; e da realidade e cores locais (conforme Antônio Araújo e seu Teatro da Vertigem).</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2181" title="DSC_1351" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/DSC_1351.jpg" alt="" width="500" height="374" /></p>
<p>Haddad (foto acima, ao lado de Cibele Forjaz) foi o último a falar, mas como ele encarnou de forma radical o espírito que motivava a mesa &#8211; e por ser o mais idoso (são 73 anos de vida e 53 de teatro) -, aqui ele será o primeiro.</p>
<p>Fundador, ao lado de Zé Celso Martinez, do lendário Oficina, o diretor e autointitulado &#8220;pensador&#8221; teatral chutou os principais pilares do teatro ocidental europeizado, propondo a realização de &#8220;um teatro sem arquitetura; uma dramaturgia sem literatura; e um ator sem papel&#8221;.</p>
<p>&#8220;O processo civilizatório não civiliza mais, não nos educa mais. Por isso, não há salvação fora do teatro. Só podemos recuperar a nossa identidade por meio do teatro. E isso porque ele vem da ancestralidade, que é eternamente velha e jovem. É a ancestralidade que nos dá passado, presente e futuro&#8221;, disse Haddad.</p>
<p>O diretor acredita que o trabalho coletivo e colaborativo está ajudando a libertar o teatro da coluna ideológica que ainda o sustenta e a descobrir novas possibilidades.  &#8220;O teatro feito hoje não tem arquitetura e se apresenta em qualquer espaço alternativo, até no palco&#8221;, brincou Haddad, que terminou sua fala afirmando que o teatro é uma forma sublime de organizar o mundo e os fatos. &#8220;É o espetáculo que organiza o mundo, e não o contrário, e isso é um exercício coletivo.&#8221;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2186" title="DSC_1344" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/DSC_1344.jpg" alt="" width="500" height="319" /></p>
<p>Diretora da Companhia Livre de Teatro &#8211; que está completando 10 anos &#8211; e do espetáculo em cartaz no MIRADA &#8220;O Idiota &#8211; uma Novela Teatral&#8221; &#8211; da mundana companhia e feito em processo colaborativo com o Vertigem e a Cia São Jorge de Variedades -, Cibele Forjaz diz lhe interessar a &#8220;relação entre os tempos justapostos&#8221;, como o tempo da ficção dos autores e o tempo presente, tomando, como exemplo, a recriação de um texto clássico como o de Dostoiévski.</p>
<p>&#8220;É a reconstrução sobre a cultura do outro. O teatro fala aos contemporâneos partindo da matéria-prima (um texto clássico, por exemplo) mas falando de hoje&#8221;, disse Cibele, que revelou haver várias &#8220;devorações em camadas&#8221; que compõem uma criação coletiva como &#8220;O Idiota&#8221;, partindo do estudo da obra, posteriormente transformada em um roteiro de 700 páginas para, então, a devoração passar pelo corpo do ator por meio do improviso.</p>
<p>A partir da última versão do roteiro, um dramaturgo é chamado para escrever o texto final. Mas até chegar este momento, a improvisação foi a matéria-prima fundamental para a criação da dramaturgia. &#8220;Todas as escritas se conjugam e passamos o roteiro até o último momento, antes de abrir as portas ao público. São processos abertos. Também improvisamos com os espectadores.&#8221;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2183" title="DSC_1334" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/DSC_1334.jpg" alt="" width="500" height="423" /></p>
<p>Antônio Araújo destacou que a marca do teatro latino-americano é a criação coletiva e que a marca da nossa época é o processo colaborativo. &#8220;O resultado não é mais importante que a trajetória&#8221;, disse o diretor do Teatro da Vertigem, grupo que levou à cena espetáculos frutos de uma construção conjunta de investigação e de improvisos até por parte de dramaturgos que acompanham todo o processo de criação. &#8220;Hoje, o dramaturgo também tem de saber improvisar.&#8221;</p>
<p>A pesquisadora Neyde Veneziano está para lançar, em outubro, o resultado de mais uma pesquisa: o livro &#8220;A Atualização do Popular&#8221; (Imprensa Oficial), no qual ela visa valorar o teatro popular no Brasil como contraponto ao projeto ideal europeu e como uma resposta dessacralizadora aos colonizadores.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2184" title="DSC_1358" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/DSC_1358.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
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		<title>Dentro e fora da cena</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 00:07:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Mirada]]></category>
		<category><![CDATA[celso]]></category>
		<category><![CDATA[de buenos aires]]></category>
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		<description><![CDATA[As identidades, processos e produções ibero-americanas passam pelo MIRADA, nas atividades formativas oferecidas pelo Festival, visando, sobretudo, as trocas humanas. Criadores brasileiros e estrangeiros se encontram com o público no Diálogo Entre Fronteiras – Mesas de Discussão, que vai de 5 a 8 de setembro, sempre às 11h, trazendo o dramaturgo Samir Yazbek (foto) – que acabou de estrear o espetáculo "As Folhas do Cedro". ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1187 aligncenter" title="Samir1" src="https://mirada2010.sescsp.org.br/wp-content/uploads/2010/08/Samir1.jpg" alt="" width="326" height="328" /></p>
<p style="text-align: left;">As identidades, processos e produções ibero-americanas passam pelo MIRADA, nas atividades formativas oferecidas pelo Festival, visando, sobretudo, as trocas humanas. Criadores brasileiros e estrangeiros se encontram com o público no Diálogo Entre Fronteiras – Mesas de Discussão, que vai de 5 a 8 de setembro, sempre às 11h, trazendo o dramaturgo Samir Yazbek (foto) – que acabou de estrear o espetáculo &#8220;As Folhas do Cedro&#8221;, sobre a imigração libanesa ao Brasil; o curador e diretor artístico do Festival Internacional de Buenos Aires, Alberto Ligaluppi; a ensaísta Silvana Garcia; e o diretor de teatro Celso Nunes.</p>
<p>Com entrada franca, os encontros representam apenas uma das atrações fora os espetáculos, pois a programação reserva ainda exposições, instalações, lançamento de livro e um projeto especial intitulado Mulheres na Literatura: em Busca da Liberdade, que trata do universo das escritoras argentinas.</p>
<p>Por meio dessas atividades, o MIRADA estabelece vários links entre os espetáculos e demais linguagens artísticas, formando um rico panorama da atual produção nos países latinos e ibéricos.</p>
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